Lançamento do livro de Dr. Ravenna lota teatro em Salvador
Teatro lotado, depoimentos marcantes e a presença do Dr. Máximo Ravenna fizeram do lançamento do livro Teia de Aranha Alimentar – Quem Come Quem? uma noite grandiosa, no último dia 9 de novembro, no Teatro Jorge Amado, em Salvador.
Depois da apresentação de dança da Companhia Kika Toqueto, a jornalista e mestre de cerimônias Denny Fingergut convidou Dr. Ravenna ao palco e iniciou um debate sobre alguns temas abordados pela obra, como alimentos aditivos e comportamentos nocivos diante da comida. Um dos questionamentos feitos pela apresentadora foi relativo ao estímulo pela indústria alimentícia e da propaganda à ingestão de alimentos passíveis de causar adição.
“O cigarro faz mal, mas existem campanhas obrigatórias de alerta para os seus malefícios. Já sobre a comida, nada se fala sobre os seus perigos” , lembrou ela. Dr. Ravenna realçou que “pesquisas recentes comprovam por meio do escaneamento cerebral que, só de pensar em certos alimentos, indivíduos que sofrem de compulsão alimentar têm áreas cerebrais ativadas, e essas são as mesmas áreas ativadas durante o uso de drogas, como a cocaína”.
Para falar de como é possível aprender a se comportar diante da comida e adquirir controle diante de alimentos “perigosos”, foram convidados ao palco três pacientes da clínica, Jorge Paulo (34 quilos reduzidos), Marcelo Sarno (67 quilos reduzidos), Thayse Maltz (34 quilos reduzidos), além da diretora executiva do Método Ravenna no Brasil, Moema Soares, há quatro anos em manutenção do seu peso, após perder 47 quilos em 2007.
“Hoje meu prazer não é mais a comida, é poder entrar numa loja, comprar uma roupa pra mim, ir à praia, sair com meus amigos, sem viver me escondendo. A comida passou a ocupar o lugar que é dela. Descobri outros prazeres muito mais duradouros e recompensadores”, disse a jovem Thayse, de 21 anos.
O paciente Marcelo Sarno, que chegou à clínica com obesidade mórbida, lembrou que o vínculo com a comida levou ele a situação extrema de viver ou sentido saudade do passado, quando praticava atividades e tinha um corpo mais leve, ou sentindo medo do futuro, uma vez que só conseguia vislumbrar a alternativa de uma cirurgia ou outros métodos que poderiam pôr sua saúde em risco, para conseguir emagrecer. “Com 67 quilos a menos, eu vivo o meu presente, sempre focado e vigilante, muito mais feliz e disponível”.
A importância da terapia no processo de emagrecimento e manutenção foi outro ponto abordado na noite, uma vez que se apresenta como uma ferramenta fundamental para manter sempre firme a decisão de emagrecer e exercer controle sobre a comida. “É melhor depender de palavras sensatas, de relações saudáveis e de convivências terapêuticas do que depender da gordura, da comida e do mau humor”, realçou Dr. Ravenna.
Como paciente que conviveu com a obesidade desde os 10 anos de idade, Moema Soares lembrou que sofrimento maior do que o causado pelo excesso de peso é a angustia de não conseguir concluir um tratamento e se ver dominado pela comida. A grande conquista que o Método Ravenna nos proporciona é a de passarmos a ter condições de assumir o domínio sobre os alimentos. O restante é questão de tempo. Ser magro é conseqüência.
A noite prosseguiu com um delicioso coquetel light servido pelo restaurante NutraMax no lounge do teatro e com uma concorrida sessão de autógrafos do livro Teia de Aranha Alimentar – Quem Come Quem?, o primeiro do Dr. Ravenna a ser traduzido para o português. Em Salvador, o livro pode ser encontrado na Livraria Cultura.











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