Testemunhos
MCM – 53 anos (sexo feminino)
Não sei se consigo colocar em palavras todas as emoções deste processo de emagrecimento que, na realidade, é um resgate de mim mesma. Antes de começar, a minha sensação era equivalente a estar em um atoleiro, em uma área de areia movediça. Uma sensação de afundar a cada dia mais sem chance de escapar, desejando profundamente uma mudança, mas sem acreditar nesta possibilidade. Enfim, sentindo a vida passando e vendo a margem…
Sem acreditar, comecei o tratamento no Ravenna e…. surpresa! Não senti fome e, aos poucos, fui emagrecendo…Fui participando de todas as atividades, conhecendo pessoas e suas histórias. Descobri que não estava sozinha!! Ganhei uma força e uma determinação no meu objetivo de emagrecer que me surpreendeu. Neste ponto voltei a acreditar. Dia a dia, mês a mês. Foram cinco meses e 33 kg eliminados.
Agora uma nova fase começou na minha vida. As novas sensações são alegria, confiança, poder e prazer. Agora não estou à margem sou protagonista da minha vida!!
A Campanha do peso solidário foi a materialização coletiva do sucesso do nosso grupo e a canalização desta energia para auxilio ao próximo. Muito gratificante!!
A Campanha do peso solidário foi a materialização coletiva do sucesso do nosso grupo e a canalização desta energia para auxilio ao próximo. Muito gratificante!!
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A.V.V – 28 anos (sexo feminino)
Em tratamento
Confesso que quando ouvi falar pela primeira vez da clínica, não acreditava muito nas possibilidades oferecidas, quanto à perda de peso e dos grupos terapêuticos. Precisava perder peso, mas sempre arranjava uma desculpa quando me falavam sobre a clínica: “Ah, é distante da minha casa”, “Não tenho tempo para ir até a Tancredo Neves todos os dias só pra isso”… Fora que já vinha sendo acompanhada por uma nutricionista, mas sem perdas significantes.
No dia 20 de julho, meu aniversário, conversando com meu irmão, ele me sugeriu conhecer o tratamento, visitar a clínica e participar de um grupo, para tirar da minha cabeça o que já havia escutado sobre o método e, quem sabe, me tornar uma paciente. Fui, mente aberta, e me surpreendi. E ali decidi que ia experimentar o método. Fui à palestra com Cibele, marquei as consultas e no dia 27 de julho dei início, efetivamente, ao tratamento. Pesava 129kg, medidas astronômicas, precisando perder praticamente metade de mim. Mas confiante.
Até dezembro, foram 26,7kg perdidos, o que me fez recuperar a auto-estima, a confiança em mim e me conhecer melhor. A rotina cansativa e as armadilhas do verão me distanciaram da clínica, todo dia arranjava uma desculpa para não estar lá. Foram quatro meses de oscilação de peso. Com 7kg ganhos neste período, decidi retornar e correr atrás do prejuízo e do tempo perdido. Já eliminei 2kg e estou confiante que agora, levando o processo mais a sério, alcançarei meu objetivo logo logo. Hoje peso 107kg, saí da obesidade mórbida e estou prestes a sair da grave e entrar na moderada. Com o auxílio dos grupos terapêuticos, dos profissionais e dos colegas de tratamento, sei que conseguirei.
Confesso que quando ouvi falar pela primeira vez da clínica, não acreditava muito nas possibilidades oferecidas, quanto à perda de peso e dos grupos terapêuticos.
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C. S. C – 30 anos (sexo feminino)
Eu sempre fui a típica gordinha que aprende a contornar o sobrepeso com excesso de comprometimento profissional. A gente se ilude e essa é a mais pura verdade. A gente encobre com a comida todos os dramas e todos os traumas, como se deles pudéssemos nos esconder. Passei 16 anos, de uma curta vida de apenas 30, usando subterfúgios para comer escondido, sempre na máxima quantidade que eu conseguisse, seguindo as velhas e conhecidas ordens de frisson da comida. Para manutenção do bom humor, um afago no estômago e pronto; a vida voltava a ser linda novamente, mas, em segundos, se fazia preciso mais uma dose dessa medicação. Vivia em dois turnos: de dia, a mulher supostamente bem sucedida, forte, quiçá brilhante; a noite, apenas uma menina desamparada, temerosa, já sem grandes esperanças. Ao deitar, a fim de encerar mais um ciclo diário, eu, de fato, nunca encontrava a saciedade que minha alma buscava.
Até hoje, essa paz, eu ainda não encontrei. Estou na busca. Ouvi, certa feita, comentários sobre Ravenna e os desprezei; noutra oportunidade, ouvindo outros tantos elogios, surpreendi-me com a promessa de que tratavam distúrbios alimentares. Para alguém que já freqüentou grupos de comedores compulsivos anônimos e já havia tentado todos os tipos e modalidades de dieta, encarar um novo desafio, sob a ótica de extirpar da vida a compulsão alimentar, seria como “tirar doce de criança”. Recebi a dieta e, como boa filha de alemão e pessoa extremamente disciplinada, aquilo me pareceu fácil; com o passar dos dias, aprendi que não se trata de ser fácil ou difícil, trata-se, apenas, de algo possível, quando se tem reforçada, por méritos próprios, a decisão de emagrecer.
E assim comecei a ouvir e a internalizar inúmeros conselhos: de fato, “vontade dá e passa”; se “não comi, perdi”; “para o essencial, o radical”; e, sem dúvidas, é preciso “relaxar” sem perder o foco. Iniciei a dieta carregando sobre mim 17 quilos extras, que de nada me serviram, exceto para me causar dores e constrangimentos. Sinto que muito pratiquei nos últimos 04 (quatro) meses. Iniciei minha saga sem saber nem mesmo o que estava acontecendo. Recebi a dieta e segui as instruções. No primeiro mês, emagreci lindamente quase 11% de meu peso; no segundo, mesmo fazendo tudo certinho, a balança não fez jus aos meus esforços; no terceiro, para minha glória, retomei o emagrecimento na forma e condições esperadas pela clínica. Ufa. Alívio. E pertinho da meta desejei eliminar mais 2 quilinhos para arrematar. Todos os profissionais, em especial os psicólogos e minha nutricionista, me deram todo o suporte que precisei. Se dúvidas surgiram, fui amparada e direcionada a seguir pelo melhor caminho. Essa sensação de não estar só foi fundamental. Paixão? Sim. Continuo loucamente apaixonada. A mesma paixão que senti desde o primeiro dia. Os dias se passaram e eu tripliquei a admiração pelo tratamento diante de, pela primeira vez na minha vida, vislumbrar a possibilidade de ser e me manter magra.
O receio de encarar a manutenção foi devargarzinho substituído pela certeza de que criei habilidades para enfrentar essa jornada. Se pequei? Lógico. Ninguém é de ferro. Duas viagens e as medidas se ampliaram um pouco, o que classifico como absolutamente normal. Tropeços? Nenhum. Especialmente porque entendi que o sucesso de todo o processo, na verdade, sempre dependeu somente de mim e de minha determinação em seguir instruções; se não posso negociar, não faço escolhas (porque já procuro pré-determinar meus atos), não dramatizo, SOFRO, me angustio, mas sigo; nem é simples assim, mas a gente cria artifícios para dominar os pensamentos. Conversei, como nunca!, comigo mesma.Tive que ser dócil com o tratamento, porque de nada adiantaria ir de encontro aquilo que só me fazia bem. Se tenho autocontrole? Tento. Muito. Juro. Com todas as minhas forças. No dia que tiver isso, terei chegado no meu destino, porque a conquista atual é, tão somente, parcial.
Desejo, de coração, entrar numa padaria e não ter as pupilas dilatadas e os batimentos cardíacos acelerados. Isso AINDA não foi possível, mas tenho curtido bastante ser alguém que faz escolhas saudáveis. Olhar-me no espelho tem sido sinônimo de alegrias. Mesmo grande, larga (seja lá como falam de mim na rua!), e fora dos padrões de beleza que se prega, sinto-me bem, porque bonito não é ser igual, é ser autêntico. Emagrecer não foi simplesmente “voltar para casa”; emagrecer foi criar um lar de afeto e carinho comigo mesma. Passei a me botar no colo, a cuidar de mim. Fiz acontecer, porque a única coisa que cai do céu é chuva; e a única que coisa que se ganha sem esforço é PESO!
“Fiz acontecer, porque a única coisa que cai do céu é chuva; e a única que coisa que se ganha sem esforço é PESO!”
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J. A. F – 19 anos (sexo feminino)
Há cerca de um ano, meio que obrigada, tive meu primeiro contato com a clinica. Lembro-me como se fosse ontem o trabalho que dei para atendente na minha primeira entrevista. Depois de muito sacrifício, ela chamou Moema para ajudá-la. Ajudá-la com uma menina implicante e insistente que teimava em dizer que nada daquilo fazia sentido. Que não era possível nem saudável, quanto menos aceitável se propor a uma dieta tão restritiva quanto aquela. Moema lançou-me um desafio e disse: venha e conheça. Foi então que, movida por esse desafio, eu comecei o tratamento e passei a dar trabalho não só para a atendente, como para toda a equipe de profissionais, pois afinal eu jurava de pé junto que meu peso não era um problema.
Eu pesava 114 kg mas o problema não era a dificuldade que eu tinha em subir uma escada, era o fato de não me quererem nos times de esporte. O problema não era ter 18 anos e usar um manequim 58 era simplesmente “não gostar” de comprar roupa. O problema não era um corpo nada desejável, era a falta de um namorado. O problema não era mal conseguir dançar, era terem me convencido a desistir do ballet. O problema eram as pessoas que não me aceitavam, eram as piadas que contavam ao meu respeito, era bulling era preconceito, crueldade o que quer que fosse, mas não o meu peso. Até que logo no primeiro grupo do qual participei me questionaram: se não o problema não é esse então porque você chora tanto? E eu chorava cada vez mais e mais desesperada por ter que encarar que o problema não era apenas porque eu não queria e não aceitava que fosse.
É muito mais fácil acreditar que o problema está na forma com que o mundo funciona do que ter que lidar com o quanto a obesidade te machuca. É muito mais fácil acomodar-se uma situação e por pior que ela seja aprender (ou fingir que aprendeu) a aceitá-la, do que assumir a possibilidade de mais um fracasso. Mas então eu me dei conta que foi fazendo o mais fácil que cheguei a uma obesidade mórbida. E só a partir desse momento eu realmente comecei um tratamento, pois foi a partir daí que eu passei a tratar não só a minha obesidade mas a minha forma de encarar e lidar com as coisas. Foi quando eu comecei a olhar pra mim que eu percebi que comer porque queriam que eu emagrecesse me deixava tão em função das pessoas quanto não comer. Que da mesma forma que eu tinha compulsão por comida eu tinha compulsão por acertar, por estudar, por falar eu tinha compulsão por gente.Que eu nunca senti um desejo louco e incontrolável por guloseima nenhuma, mas que minha ansiedade em cima do que as pessoas achavam ou do quanto elas me aceitavam era tão grande que eu comia. Que eu me sentia tão mal comigo mesma, por conta do meu peso, que tentava insistentemente ser perfeita em todo o resto. Eu tinha o tempo todo que ter as melhores notas, ser melhor filha, a melhor amiga, a que mais agrada a que mais faz, a que mais ajuda a que mais tudo. Eu me via com um defeito tão grande que eu não conseguia aceitar mais nenhum outro.
Foi ao logo desse ano de tratamento que eu entendi que sou tão imperfeita quanto qualquer um aqui. Mas que sou forte o suficiente pra lidar com meus defeitos sem escondê-los, pra aceitar as criticas sem sofrer por elas, para assumir as restrições, perder 48kg e continuar caminhando com a certeza de que chegarei ao meu peso ideal. Pois o que eu tenho ganho é muito mais do que um corpo, é a reconquista de cada pedacinho meu que eu deixei se perder ao longo dos anos, é voltar a estar bem comigo mesma e a acreditar em mim, é tomar gosto por comprar roupas e sair de casa, é a possibilidade de ser vista cada vez menos e enxergada cada vez mais, é poder voltar a fazer ballet, conseguir dizer não, ser cantada na rua.É, principalmente, a construção de uma nova vida, de uma nova Juliana cada vez mais completa, feliz e autêntica. Sei que ainda tenho muito a conquistar, tanto na perda de peso quanto no meu psicológico. Mas hoje não tenho a menor dúvida de que conseguirei e de que é isso o que quero pra mim, pois se o caminho tem sido tão bom o lugar para onde ele leva só pode ser ainda melhor.
“O que estou ganhando é muito mais do que um corpo, é a reconquista de cada pedacinho meu que eu deixei se perder ao longo dos anos”
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