Blog Máximo Ravenna
As alegrias do corpo
As alegrias do corpo
Esse artigo foi escrito pelo colunista e editor executivo da Revista Época, aqui transcrito por abordar o prazer de se exercitar e de ter um corpo saudável, duas grandes conquistas proporcionadas a muitos pacientes pelo Método Ravenna.
“Podemos dizer, quase utopicamente, que o corpo é a alegria de todos. O corpo que faz exercícios. O corpo que faz sexo. O corpo que trabalha, pensa, estuda. Um corpo inteiro na vida, em todas as suas dimensões. Um corpo capaz de ser feliz, em todos os sentidos”
Intelectuais e sedentários adoram ironizar as pessoas que fazem exercícios. Parece que quem corre, nada ou joga tênis é menos inteligente ou menos interessado em sexo do que as pessoas que não fazem nada. Ouvindo um deles falar, é possível imaginar que enquanto eu faço ioga e você caminha, ele está arfando na cama com três modelos – ou debruçado, de testa franzida, sobre um tratado de filosofia alemã.
Não é nada disso, claro. Há intelectuais que gostam de se exercitar exaustivamente e gente que transa intensamente e salta da cama às 6 da manhã para malhar. Da mesma forma como há sedentários que nadam em sexo e idiotas assexuados que só fazem exercícios. Na vida real há de tudo e tudo se mistura. Estereótipos não se aplicam.
Tenho a impressão que as pessoas que criticam os exercícios ainda não descobriram as outras alegrias do corpo. Felicidade física não se obtém apenas transando, comendo ou dormindo. Há um enorme prazer em transpirar, aprender movimentos complexos ou educar braços e pernas a resistir e avançar. Tira-se enorme satisfação pessoal da disciplina e da dedicação física. Aprende-se com ela, muda-se com ela, melhora-se com ela. E dela se extrai alegria.
Claro, os críticos gostam de apontar a vaidade exagerada de quem vai à academia ou ao estúdio de pilates. Falam como se eles mesmos não tivessem vaidade alguma, mas vivessem cercados por legiões de narcisos suarentos. Pura bobagem. Quem pratica alguma forma de exercício com dedicação sabe que isso não é um meio, é um fim. O cara levanta cedo para correr porque gosta. A garota que vai todo dia fazer ioga num bairro distante sente que isso muda a vida dela. Essas pessoas dormem melhor, comem melhor e trabalham melhor. Sentem-se bem fazendo o que fazem. Mudam por dentro. Ficar mais forte, mais magro e mais rápido é consequência, não essência. Tanto é assim que quando o corpo começa a enfeiar por causa do exercício exagerado, as pessoas não param. O barato principal não é estético.
Tendo presenciado o nascimento da onda do corpo nos anos 70, eu estou em paz com ela. Não me incomoda viver cercado por diferentes gerações de pessoas que acham o corpo importante e gostam de falar sobre o que fazem com ele. Há uma cumplicidade nisso que vai além da frivolidade. É o reconhecimento de que o corpo contém uma dimensão importante da nossa existência. Viver bem com ele, cuidar dele, envelhecer em paz com ele é parte essencial da experiência de estar vivo. No passado, as pessoas se destruíam ou se largavam da maneira mais triste, por ignorância ou modismo. Isso não acabou, mas diminuiu.
Como toda coisa boa, a valorização do corpo tem efeitos negativos. Há o culto exagerado à perfeição física, que banaliza a vida das pessoas (sobretudo as mulheres) e as torna dramaticamente infelizes. Há o preconceito contra as pessoas que não cabem no padrão e são discriminadas ou ignoradas. Há, sobretudo, uma forma de privação sexual e afetiva que me parece das mais perversas – e exige um pouco mais de discussão.
Acho que quando as pessoas se tornam excessivamente preocupadas com o corpo perdem parte importante e espontânea da sexualidade. Começam a condicionar o seu desejo a certo tipo de corpo da parceira ou do parceiro. Se for gordinha ou magrinha demais, não serve. Se for muito baixo ou tiver pernas curtas, não rola. Se faltar peito, bunda ou barriga durinha, não dá. Pior ainda, as pessoas voltam essas exigências contra elas mesmas. Se estiverem flácidas ou acima do peso, não transam e nem tiram a roupa na frente dos outros. Nem saem na rua, na verdade.
Esse tipo de restrição física vai contra a essência do próprio sexo. Ele não depende de beleza ou rigidez. Claro que gente bonita é mais atraente, mas há 600 mil maneiras de ser atraente que não passam pela padronização da beleza. O desejo é anárquico, a libido circula por canais invisíveis aos olhos. Os corpos podem provocar e extrair prazer mesmo fora de forma, mesmo fora de padrão, mesmo fora de moda. O gozo é fisicamente democrático. O tesão profundo envolve a personalidade do outro. É um tremendo equívoco, um enorme empobrecimento restringir os parceiros com base em estereótipos de boa forma. Quando se faz isso, muito prazer fica de fora. Talvez a maior parte dele.
Tenho um amigo uruguaio, mais velho, que gosta de repetir, em tom de comentário social, um velho bordão da sua juventude: o corpo é a alegria dos pobres. Isso é de um tempo em que os pobres não tinham direito a prazer algum, a diversão alguma que não fosse o sexo. Esse cenário de miséria está lentamente acabando entre nós. Mas eu gosto da frase. Acho que ela pode ser adaptada para esses novos tempos. Podemos dizer, quase utopicamente, que o corpo é a alegria de todos. O corpo que faz exercícios. O corpo que faz sexo. O corpo que trabalha, pensa, estuda. Um corpo inteiro na vida, em todas as suas dimensões.Um corpo capaz de ser feliz, em todos os sentidos.
Oficina de Nutrição aborda estratégias para manter-se magro
A Oficina de Nutrição do mês de maio, realizada pela Clínica Ravenna Salvador, abordou um tema muito útil para o dia-a-dia de quem quer tornar-se magro: “Estratégias Práticas para a Hora de Comer”. Ministrada pela nutricionista Cecília Rios, a apresentação trouxe orientações para pacientes em emagrecimento e em manutenção do peso, buscando muni-los de informações para um comportamento positivo diante da mesa e em situações de “perigo”, como festas, praias, churrascos e restaurantes.
Um assunto que sempre vem à tona abriu a palestra: bebidas alcoólicas, como substitui-las? A nutricionista Cecília Rios lembrou das opções oferecidas pelo Método: mentiroska (fruta +H2O+gelo), sangria sem álcool ou Red Bull Zero. O segredo é manter a mão ocupada para se sentir integrado ao ambiente festivo. Para as datas comemorativas, ela também ofereceu quatro opções de receitas de petiscos de baixa caloria: tomate cereja recheado, damasco recheado, espeto de frutas com calda de manga e mosaico de gelatina (ver receitas no nosso <strong>Blog</strong>, <a href=”http://www.maximoravenna.com.br/beta/blog/”>clique aqui</a>).
Para as festas fora de casa, ela sugere jantar antes em casa ou, em caso de festas de criança, levar o lanche da sua preferência permitido pela dieta. Caso o convite seja para um jantar, sugere-se tomar o caldo quente em casa e, entre as guarnições oferecidas, optar por grelhado e salada. Uma dica certeira: fique longe da mesa de se servir antes e depois de comer.
Para não pecar nas viagens, o planejamento é a melhor alternativa. Como no jantar e almoço, é possível selecionar os alimentos permitidos com mais facilidade, a atenção deve ser, sobretudo, no café da manhã e lanche. Para o café da manhã, o omelete com pouca gordura é uma opção bem aceita. Para o lanche, vale sempre ter em mãos o sachê de capuccino light, porções de frutas secas ou frescas ou queijo Polenguinho.
Se o programa é praia, vale inverter o horário do lanche, que pode ser feito pela manhã, prorrogando o almoço para o horário em que aconteceria o lanche da tarde. Opções permitidas para o lanche na praia: queijo coalho, água de coco ou picolé de frutas sem açúcar.
E se ao invés de praia, o programa for churrasco com os amigos, vale levar um delicioso caldo verde para ser oferecido a todos, servir-se de salada antes do prato principal e, no lugar de beliscar, como a maioria das pessoas faz em frente a uma churrasqueira, fazer o prato definitivo da refeição, que pode ser composto da medida permitida de alcatra ou picanha – sem gordura aparente -, salada vinagrete e uma porção de algum legume grelhado, como brócolis, cebola ou banana da terra, que deve ser grelhada com casca.
Para os restaurantes a quilo, a dica é iniciar o buffet na ordem contrária, começar com um chá quente, pesar primeiramente apenas a proteína (para se certificar da medida permitida), ocupar metade do centro do prato com salada, e se servir de uma colher do buffet com uma opção de acompanhamento, que pode ser legumes cozidos, banana grelhada, purê de abóbora, entre outros. Caso não haja nenhuma opção dentre as permitidas, vale dobrar a salada, ocupando ¾ do prato com salada e ¼ com a proteína. Para pacientes em emagrecimento, o prato não deve ultrapassar 300 gramas. As mulheres em manutenção podem chegar a 400 gramas e os homens, 500 gramas.
A nutricionista Cecília Rios ainda lembrou da importância da hidratação, com a ingestão ideal de 8 copos por dia, devendo ser a ingestão maior de manhã e de tarde, numa divisão sugerida de 3 copos pela manhã, 3 de tarde e 2 à noite, para evitar a ida ao sanitário durante a madrugada.
Ingredientes:
2 caixas de gelatina diet de cores diferentes
1 caixa de creme de leite light (200g) ou o equivalente em iogurte desnatado
1 folha de gelatina sem sabor
Modo de preparo:
Prepare as gelatinas e leve para geladeira. Quando estiver firme, transfira para outro recipiente maior e corte–as em cubos. Bata no liquidificador o creme de leite ou o iogurte com a gelatina sem sabor hidratada. Despeje o creme sobre as gelatinas em cubos e leve novamente à refrigeração.
Rendimento: 5 porções
TOMATE CEREJA RECHEADO COM RICOTA
Ingredientes:
10 tomates cereja (sem as sementes e sem as tampas)
4 colheres (sopa) de ricota amassada
Sal a gosto
2 colheres (café) de ervas finas
Pimenta do reino a gosto
2 colheres (sopa) de requeijão light ou de acordo com a consistência desejada
Manjericão para decorar.
Modo de preparo:
Em uma tigela, amasse a ricota e adicione o sal, as ervas finas e pimenta do reino. Adicione o requeijão para dar liga. Recheie os tomates com a ricota temperada. Decore com as folhas de manjericão. Sirva a seguir.
Rendimento: 10 porções
Ingredientes
300 g de damascos
100 g de cream cheese
3 colheres (sopa) de sementes de chia
Modo de Preparo
Corte os damascos horizontalmente até a metade para que possam ser recheados. Coloque uma colher (chá) de cream cheese no meio de cada damasco e aperte levemente. Com a própria colher, alise a borda de cream cheese. Num prato, espalhe as sementes de chia. Empane cada damasco pressionando o cream cheese nas sementes. Arrume os damascos recheados em colheres tipo finger food. Sirva imediatamente ou leve à geladeira.
Ingredientes
Frutas da sua preferência. Sugestão: Abacaxi, melão, uva, morango, manga.
Modo de preparo
Monte os espetos intercalando as frutas e sirva. Se preferir pode levar a geladeira antes. Polvilhar com raspas de limão ou laranja e servir.
Entender os rótulos nutricionais é premissa para um consumo consciente
Espessantes,estabilizantes, amido modificado, açúcar invertido, carboidratos, açucares,glúten, calorias… Não é mesmo fácil decifrar os rótulos nutricionais. Por isso, eles foram o tema da última Oficinade Nutrição na Clínica Ravenna de Salvador (dia 15.2.13), com palestra ministrada pela nutricionista Cecília Rios.
Para iniciar a apresentação, Cecília realçou a importância de entender os rótulos nutricionais para identificar os alimentos adequados à determinada finalidadede consumo, assim como aprender a identificar informações determinantes na decisão da compra. “Ao entender os rótulos dos alimentos, também podemos verificar se as alegações dos fabricantes sobre as propriedades nutricionais dos alimentos estão fundamentadas com as tabelas de valores apresentadas”.
Vale lembrar que a rotulagem nutricional é obrigatória a todos os alimentos e bebidas produzidos, comercializados e embalados na ausência do cliente e prontos para oferta ao consumidor. No entanto, a presença de rótulos é opcional em itens como águas, bebidas alcoólicas, especiarias, frutas, vegetais e carnes in natura, sal de cozinha, café, ervas, chá, e alimentos preparados em restaurantes prontos para consumo.
Para começar a entender os rótulos, é preciso saber algumas siglas e critérios de apresentação. Os ingredientes, por exemplo, devem ser apresentados em ordem decrescente de quantidade, isto é, os primeiros estão sempre em maior abundância. Ainda, quanto mais extensa a descrição dos ingredientes, maior o conteúdo de aditivos alimentares que comumente conferem sabor, cor, textura e estabilidade ao produto. Nas tabelas de apresentação das informações nutricionais devem estar declarados, obrigatoriamente, o valor calórico, a porção de referência, medida caseira, carboidratos, proteínas, gorduras (totais, saturadas e trans), fibra alimentar e teor de sódio, juntamente com seus valores diários relativos (VD%) a uma dieta de 2000 calorias. Ainda, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) incentiva os fabricantes de alimentos a dispor nos rótulos as informações referentes ao conteúdo de colesterol, cálcio e ferro, desde que o produto apresente quantidade igual ou superior a 5%.
Traduzindo para a prática, uma “Porção” é a quantidade média do alimento que deve ser usualmente consumida por pessoas sadias para uma alimentação saudável. Para o leite desnatado, por exemplo, na maioria das vezes é sugerido consumo de duas colheres de sopa.
A palestra também abordou a classificação dos alimentos quanto ao conteúdo de nutrientes. Alimentos isentos em algum atributo, na maioria das vezes açúcar, apresentam a nomenclatura “Diet”, “Zero” ou “Não contém”. Já os “Lights” devem apresentar pelo menos a redução de 25% de determinado atributo em relação ao mesmo alimento na sua versão original, seja ele em calorias, gordura, açúcar ou sal.
Cecília aproveitou a ocasião para apontar algumas novas regras para os rótulos de alimentos, aprovadas no final do ano passado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e válidas para todos os países que integram o MERCOSUL. Os fabricantes de alimentos têm o prazo de até janeiro de 2014 para atender às novas exigências para rotulagem no que diz respeito à alegação de propriedades nutricionais. Por exemplo, um alimento light deverá apresentar no rótulo, obrigatoriamente, tabela nutricional comparativa ao alimento convencional, para assegurar que, de fato, há a redução de pelo menos 25% de um dos seus ingredientes. A tabela abaixo resume alguns atributos que devem ser observados, frente à alegação de propriedades nutricionais:
| Baixa caloria | Máximo de 40 kcal por porção |
| Fonte de fibras | Mínimo de 2,5 g por porção |
| Alto conteúdo de fibras | Mínimo de 5 g por porção |
| Não contém gordura trans | Máximo de 0,1 g por porção |
| Fonte de proteínas | Mínimo de 6 g por porção |
| Alto conteúdo de proteínas | Mínimo de 12 g por porção |
“Com a nova legislação, haverá novas marcações alertando sobre os riscos que os alimentos podem causar, no intuito de ajudar o consumidor a fazer uma escolha mais consciente e, a médio prazo, reduzir o número de pessoas que poderiam desenvolver doenças crônicas como hipertensão, obesidade e diabetes”, informou a nutricionista CecíliaRios.
É tendência diante das novas exigências, por exemplo, que alimentos que, ingeridos em excesso podem prejudicar a saúde, acompanhem ressalvas, como a seguinte: “Este alimento possuielevada quantidade de açúcar. O consumo excessivo de açúcar aumenta o risco dedesenvolver obesidade e cárie dentária”.
Entre as “pegadinhas” a que os consumidores devem estar atentos, apontados durante a palestra, estão porções consideradas para cálculos dos valores nutricionais que, nem sempre, condizem com a medida usual de consumo. Uma lata de Coca-Cola, na maioria das vezes, é consumida na sua totalidade pelo consumidor. No rótulo nutricional do produto, no entanto, a porção considerada é de 200 ml, ou seja, um copo.
A próxima Oficina de Nutrição na Clínica de Salvador será no dia 8 de março, às 19h, com palestra ministrada pelo nutricionista Lucas Valois, sobre o tema: Suplementos Esportivos – Indicações e Limitações.
Obediência ao Método é condição para emagrecer com rapidez e sem sofrimento
OFICINA DE NUTRIÇÃO
18.01.2013
.Com a nutricionista Clara Lepikson
TEMA: A dieta no Método Ravenna
A nutricionista Clara Lepikson iniciou a última Oficina de Nutrição, realizada no dia 18/1, ministrada para os pacientes Ravenna de Salvador, trazendo para sua apresentação o conceito de método. Ela realçou que o próprio significado da palavra (Método: processo de execução de um projeto com regras previamente definidas e que já foram testadas com sucesso) já sinaliza para uma conduta de disciplina. “É preciso seguir as regras estabelecidas para colher o resultado previsto”, disse ela.
Tendo como tema “A Dieta no Método Ravenna”, ela esclareceu que o objetivo da conduta alimentar estabelecida pelo tratamento é criar o ambiente ideal para o emagrecimento e isso passa pela conquista de um estado de apetite controlado, também chamado de conforto metabólico. E alertou: “Qualquer transgressão, às vezes considerada boba, pode atrapalhar na conquista desse conforto”.
O conforto metabólico, numa explicação simples, trata-se de uma condição bioquímica que o organismo atinge quando a quantidade de calorias ingerida por dia é menor do que o gasto energético nesse período, fazendo com que o estoque de gordura do corpo seja consumido. “É quando se consome menos do que se gasta, e o acúmulo de gordura no corpo passa a ser consumido como fonte de energia. Nesse momento, entra-se no conforto metabólico, em que a sensação de fome é controlada e o emagrecimento encontra um ambiente ideal”.
Mas para manter essa condição “perfeita” para a eliminação de peso funcionando sem entraves, toda vigilância é necessária. “O simples aumento da medida em uma das refeições pode quebrar a rota ideal da queima de gordura e romper o conforto metabólico, podendo retornar a sensação de fome”, alerta a nutricionista.
Durante a apresentação, ela também chamou atenção para o risco dos alimentos de alto índice glicêmico que, ao serem ingeridos, elevam o nível de açúcar no sangue e, conseqüentemente, produz picos de insulina. Depois do pico de insulina, vem a baixa glicêmica que produz a sensação de fome e, muitas vezes, é responsável por crises de compulsão alimentar. “A ordem é reduzir os picos de insulina. Porque de manhã todos são capazes de começar uma dieta? Exatamente porque, ao acordar, os índices de insulina estão controlados”, provocou a nutricionista. A dica: manter distância de alimentos como pão, arroz, massas, tubérculos, açucares e doces.
Fracionamento das refeições – Como todas as regras de um método têm uma razão de ser, o fracionamento das refeições, muitas vezes questionado pelos pacientes do Método Ravenna, também tem uma função nessa “escola de aprender a ser magro” que é o tratamento.
Durante a oficina, Clara explicou que a ordem caldo + salada + proteína e acompanhamento não pode, por exemplo ser simplificada para caldo + salada, proteína e acompanhamento, pois dessa maneira a medida do prato ultrapassa aquela que o olho deve ser treinado a ter como padrão a ser seguido. “O risco é o erro na referência da medida quando o paciente começar a sair do ambiente seguro da etapa de emagrecimento e precisar lançar mão das lições aprendidas para sustentar a etapa de manutenção”. alertou Moema Soares, diretora executiva do Método Ravenna no Brasil, que esteve presente na oficina.
Clara complementa: “A medida que se tem quando se junta a salada com a proteína e o acompanhamento não é a que se deve treinar o olho para quando for necessário lançar mão da memória visual num restaurante a quilo, por exemplo. A medida é o centro do prato e seguir essa orientação é um dos segredos da manutenção do peso”.
Outro cuidado que deve ser constante é com os alimentos saborosos demais, que causam adição, como salgadinhos, pães e milk shakes. A comida deve ser saborosa, agradável, mas não estimular demais o paladar com sabores extremos, de alta palatabilidade. “Esses quase sempre são ricos em açucares e gorduras”, alerta Clara.
Segundo ela, tudo é uma questão de hábito. Após um tempo ingerindo alimentos saudáveis, de sabores equilibrados, o paciente até sente estranhamento na ingestão de alimentos de sabores muito fortes, como batatinhas fritas industrializadas, exatamente por remeter a ingredientes que devem ser evitados, como gordura, açúcar e sal em excesso.
Outras dicas para a etapa de emagrecimento:
- Pesar-se duas vezes por semana
- Hidratar-se abundantemente
- Praticar Atividade Física regularmente
- Participar de Grupos Terapêuticos
- Dormir bem
- Contato regular com os profissionais da Clínica
- Usar suplementos nutricionais
Orientações Nutricionais para a Otimização da Perda de Peso
A nutricionista Isis Lima, do Núcleo de Nutrição do Centro Terapêutico Máximo Ravenna Salvador, preparou uma lista de orientações para a otimização da perda de peso. O assunto foi Confiram abaixo:
Orientações Nutricionais para a Otimização da Perda de Peso
- Respeitar a MEDIDA da refeição de acordo com a proposta na dieta;
- Repeitar a DISTÂNCIA entre as refeições, não ultrapassando as 6 horas sem se alimentar;
- Não pular refeições;
- Hidratar-se abundantemente (chá, água, água de coco, caldos e refrescos);
- Frequentar os grupos terapêuticos;
- Evitar alimentos ricos em sódio:
Embutidos, enlatados e bebidas gaseificadas.
- Fazer orientações nutricionais para obstipação, se necessário;
- Não se pesar no período menstrual e durante esse período ingerir alimentos ricos em magnésio, triptofano, zinco e vitamina B6, que minimizam os sintomas da tensão pré- menstrual, como:
Abacaxi, banana, folhosos verde-escuros, salmão, leite e derivados, ovos, soja, alho, chás diuréticos.
Evitar alimentos ricos em cafeína como: chá mate, café, chá preto, refrigerante a base de cola.
- Realizar atividade física, seguindo a prescrição do educador físico;
- Fazer uso de medicamentos de acordo com a prescrição médica, evitando pesar-se nos períodos do uso de medicações retentoras de liquido;
- Fazer consultas médicas e exames laboratoriais de acordo com a orientação do metodo;
- Procure dormir de 6 a 8 horas diárias, em caso de insônia ingerir alimentos indutores do sono como:
Chá de camomila e leite desnatado e derivados.
Não fumar e beber.
- Para reduzir os efeitos negativos do estresse no seu organismo, utilize alimentos como:
Frutas cítricas, soja, peixes (salmão, cavalinha, sardinha, atum), folhosos verde-escuros.
Fazer uso de alimentos termogênicos para acelerar a “queima” de gordura, como:
Chá verde, pimenta vermelha, gengibre, café, chá verde e especiarias.
Jornada de Fim de Ano em Salvador será aberta com palestra sobre reconexão com os movimentos naturais que a obesidade restringe
A Coordenadora de Educação Física de Método Ravenna, Claudia Vieira, fala sobre “Reconexão com o corpo por meio da prática permanente do exercício físico” na abertura da Jornada de Fim de Ano da Clínica de Salvador.
A apresentação, que acontece nesta quinta-feira (13) às 8h, vai abordar a restrição gestual que o ganho de peso promove e como a obesidade limita os movimentos naturais que o indivíduo nasce apto para executar. “O aumento de peso faz com que certos movimentos sejam perdidos pelo desuso, às vezes movimentos simples, cotidianos”, alerta Claudia.
Ela aponta a prática diária de atividades físicas como um mecanismo que, associado à redução de peso, permite que o indivíduo faça uma reconexão com o seu corpo, no que diz respeito ao resgate desses movimentos naturais.
Cláudia irá mostrar como o ganho de peso restringe a mobilidade e de que forma a adoção da atividade física como prática diária pode ser condutora dessa reconexão com a liberdade corporal.
O que é uma dieta de desintoxicação?
Um plano alimentar nesse formato prioriza o consumo de alimentos orgânicos e
não processados
Depois de um tempo comendo sem restrições, a dieta desintoxicante não parece uma má idéia. Quem pensa em optar por essa solução, imagina logo o casamento perfeito em que ela pode resultar: limpar o organismo e emagrecer. Mas será que essa união é mesmo ao que se propõe uma dieta desintoxicante? Primeiro é preciso entender no que ela consiste, e só assim saber realmente os benefícios que ela pode promover.
A nutricionista Cecília Rios, que coordena a equipe de nutrição do Método Ravenna em Salvador, explica que a dieta de desintoxicação, também conhecida como depurativa, tem como principal objetivo a renovação do funcionamento fisiológico do sistema digestivo. “Nada mais é do que o corte no consumo de toxinas”.
Os alimentos industrializados têm grande quantidade de toxinas, que são substâncias estranhas ao organismo, adicionadas ao alimento como forma de melhorar conservação ou a contaminação. Uma dieta nesse formato prioriza o consumo de alimentos orgânicos e àqueles não processados.
O resultado direto é a aceleração do metabolismo e a eliminação de toxinas acumuladas principalmente no fígado e intestino, diminuindo o inchaço causado pelo acúmulo de toxinas.
Mas não é simplesmente por cortar a ingestão de certos tipos de alimentos, que uma dieta desintoxicante resulta na eliminação de peso, “Assim como outras dietas, para se ter um resultado de eliminação de peso é necessário que sejam feitos ajustes no consumo e gasto de calorias a fim de obter um balanço energético negativo”, explica a nutricionista do Método Ravenna de emagrecimento.
Ela lembra que nem toda dieta desintoxicante necessariamente emagrece, assim como nem toda dieta de emagrecimento é desintoxicante. Os benefícios dependem diretamente do que se corta, do que se inclui e de quanto se come.
O que é preciso cortar:
Carboidratos refinados, adoçantes, glúten, café, chá preto, carne vermelha, embutidos, refrigerantes, fermentos, corantes, alimentos com agrotóxicos, gordura trans, frituras, sal em excesso, álcool e laticínios, frutas cítricas e oleaginosas.
O que incluir:
Frutas não cítricas, vegetais, leguminosas, tubérculos, linhaça, mel, azeite virgem, quinoa e chás de ervas (cavalinha, carqueja, hortelã, cidreira, camomila, hibisco e chá verde ou branco) alho, cebola, frutas vermelhas, gengibre, aipo, canela, alecrim, orégano, vegetais orgânicos, frutas secas, peixe, cereais integrais, leite de arroz ou de soja, canela e curry.
A detox – como também é chamada – pode ser realizada por, no mínimo, uma semana (7 dias) e, após esse período, deve feita uma reintrodução gradual dos alimentos retirados, também conhecido como dieta de ciclos, priorizando inicialmente alimentos de baixo teor alergênico e toxicidade.
Palestra de Mônica Veras aborda o medo do sucesso
Pode parecer paradoxal, mas a zona de conforto do ser humano está muitas vezes no fracasso, e não no sucesso. É sobre esses dois opostos, o velho conhecido fracasso e o desejado e desconhecido sucesso, que irá falar a psicanalista Mônica Véras na palestra “Medo do Sucesso: Face Oculta do Desejo”, que ela apresenta neste domingo, às 10h30, no auditório do Centro Terapêutico Máximo Ravenna Salvador.
Segundo Mônica, muitas pessoas não conseguem concluir o seu desejo, em decorrência de um processo inconsciente que faz com que elas cheguem à beira do sucesso e, a seguir, derrubem tudo. “Para ultrapassar essa barreira, é preciso que o indivíduo troque a zona de conforto pela zona de coragem, o conhecido pelo desconhecido”, diz ela.
Por detrás das conclusões que serão expostas por Mônica Véras na palestra, está não só sua larga experiência como uma das mais respeitadas psicanalistas do Brasil, mas também a sua vivência na Clínica Ravenna de emagrecimento, na qual eliminou 60 quilos. Ela conta que as experiências trocadas entre os pacientes mostram que não basta um método perfeito para eliminar peso, é necessário que a pessoa consiga sustentar conviver com o fim da reta, o ponto de chegada que, na verdade, é o começo de outra história, sem o fracasso, sem a lamentação, e isso se estende a muitos outros campos da vida.
SERVIÇO:
Palestra: “Medo do Sucesso: Face Oculta do Desejo”
Com: a psicanalista Mônica Véras
Dia: 25/11 (domingo)
Horário: 10h30
Local: Centro Terapêutico Máximo Ravenna Salvador – R. Alceu Amoroso Lima, Edf. Tancredo Neves Trade Center, térreo. TEL: 3012-8555
O alimento em excesso e a desorganização mental
Leia parte do Capítulo 6 (O Extravio) do livro Entre Abrir e Fechar a Boca – Histórias de Obesos que Mudaram seus destinos, o segundo do Dr. Máximo Ravenna traduzido para o português. O trecho fala sobre como o excesso de alimentos viciantes podem modificar poderosamente a química cerebral, num diálogo entre Dr. Ravenna e o paciente em questão, Gustavo, 30 anos.
——–
Gustavo fica pensando e depois confessa:
- Você tem razão. Antes de mais nada, ela é minha esposa. Porém, para recuperá-la, preciso emagrecer; e também, mudar minha mentalidade.
- Mudar sua mentalidade?
- Sim, ela me disse que não só precisava emagrecer com urgência, mas que, além disso, tinha que cuidar da minha cabeça. Não acha que meu problema seja a comida, ela as considera conseqüências de um problema mental.
- Você deve ficar atento a uma questão importante: existe uma íntima relação entre os alimentos que você costuma comer – que ontem você citou – e a influência que exercem sobre a sua forma de pensar, seu estado de ânimo, seus comportamentos, relações e reações.
O álcool também. Essas substâncias têm o poder de modificar poderosamente a química cerebral.
Além disso, se você vem consumindo esses alimentos em grande quantidade e com freqüência, é bem provável que, com o passar do tempo, ocorra uma mudança notável; tanto no seu corpo como no seu comportamento.
As massas, os frios, os doces e o vinho não só engordam quando ingeridos em excesso, como a longo prazo também alteram nossa consciência.
- Então ela tinha razão… – afirma Gustavo encolhendo os olhos.
- Que razão?
- Na nossa última discussão, Maria, em determinado momento, perguntou-me: “Você acha que sua loucura faz você comer assim, ou as quantidades enormes que você come são as que enlouqueceram você?
- É quase impossível os alimentos enlouquecerem você. Mas podem tornar você uma pessoa compulsiva, ansiosa, desatenta e solitária.
Às vezes, produzem pensamentos obsessivos, estados de humor oscilantes, pouca tolerância perante a imposição de limites, reações violentas. Além disso, geram desordem em muitas áreas da vida.
Por isso, quando antes perguntei como era atualmente sua forma de pensar e que coisas você notava que tinham modificado, você respondeu que pensa demais, é mais introvertido que antes, tem dificuldade para se organizar. Você também disse que, em certas situações, reage com violência; não aceita ouvir um não.
- É verdade.
- Agora, é quase impossível você abandonar sem ajuda os alimentos que come, pois são extremamente viciantes. Eles exigem cada vez mais de você, provocam você, transformam você em uma outra pessoa. Muio provavelmente, por esse motivo você nunca pensou em emagrecer.
————
O livro Entre Abrir e Fechar a Boca – Histórias de Obesos que Mudaram seus destinos está à venda nas livrarias Saraiva e Cutura, em Salvador e em São Paulo. Na capital paulista, também pode ser encontrado na Livraria da Vila.
O alimento em excesso e a desorganização mental
Leia parte do Capítulo 6 (O Extravio) do livro Entre Abrir e Fechar a Boca – Histórias de Obesos que Mudaram seus destinos, o segundo do Dr. Máximo Ravenna traduzido para o português. O trecho fala sobre como o excesso de alimentos viciantes podem modificar poderosamente a química cerebral, num diálogo entre Dr. Ravenna e o paciente em questão, Gustavo, 30 anos.
——–
Gustavo fica pensando e depois confessa:
- Você tem razão. Antes de mais nada, ela é minha esposa. Porém, para recuperá-la, preciso emagrecer; e também, mudar minha mentalidade.
- Mudar sua mentalidade?
- Sim, ela me disse que não só precisava emagrecer com urgência, mas que, além disso, tinha que cuidar da minha cabeça. Não acha que meu problema seja a comida, ela as considera conseqüências de um problema mental.
- Você deve ficar atento a uma questão importante: existe uma íntima relação entre os alimentos que você costuma comer – que ontem você citou – e a influência que exercem sobre a sua forma de pensar, seu estado de ânimo, seus comportamentos, relações e reações.
O álcool também. Essas substâncias têm o poder de modificar poderosamente a química cerebral.
Além disso, se você vem consumindo esses alimentos em grande quantidade e com freqüência, é bem provável que, com o passar do tempo, ocorra uma mudança notável; tanto no seu corpo como no seu comportamento.
As massas, os frios, os doces e o vinho não só engordam quando ingeridos em excesso, como a longo prazo também alteram nossa consciência.
- Então ela tinha razão… – afirma Gustavo encolhendo os olhos.
- Que razão?
- Na nossa última discussão, Maria, em determinado momento, perguntou-me: “Você acha que sua loucura faz você comer assim, ou as quantidades enormes que você come são as que enlouqueceram você?
- É quase impossível os alimentos enlouquecerem você. Mas podem tornar você uma pessoa compulsiva, ansiosa, desatenta e solitária.
Às vezes, produzem pensamentos obsessivos, estados de humor oscilantes, pouca tolerância perante a imposição de limites, reações violentas. Além disso, geram desordem em muitas áreas da vida.
Por isso, quando antes perguntei como era atualmente sua forma de pensar e que coisas você notava que tinham modificado, você respondeu que pensa demais, é mais introvertido que antes, tem dificuldade para se organizar. Você também disse que, em certas situações, reage com violência; não aceita ouvir um não.
- É verdade.
- Agora, é quase impossível você abandonar sem ajuda os alimentos que come, pois são extremamente viciantes. Eles exigem cada vez mais de você, provocam você, transformam você em uma outra pessoa. Muio provavelmente, por esse motivo você nunca pensou em emagrecer.
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O livro Entre Abrir e Fechar a Boca – Histórias de Obesos que Mudaram seus destinos está à venda nas livrarias Saraiva e Cutura, em Salvador e em São Paulo. Na capital paulista, também pode ser encontrado na Livraria da Vila.





















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